Mês: Fevereiro 2010

… palavra.

… palavra.

“Ah, a vida – disse Marvin, lúgubre. – Pode-se odiá-la ou ignorá-la, mas é impossível gostar dela”. O Guia do Mochileiro das Galáxias, por Douglas Adams, em 1952)

Título?

Título?

Cheguei em casa, cansado, quase seis da manhã. O vizinho da frente já tomava seu banho matinal, as bolsas na vizinha de cima me pareciam como uma pessoa me observando pela janela, tentando entender os passos descontralados que eu dava enquanto buscava meu quarto. Cheguei com idéias na cabeça. Refazendo metáforas, revendo conceitos antigos, recebendo …

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… palavra.

… palavra.

… “when the rain hits you / it hits you slow / stitch after stitch” Pet Politics, por Silver Jews em The Natural Bridge. 

Casa da vila (25/10/2005)

Casa da vila (25/10/2005)

Um brinde ao desencanto,um copo que hoje reflete meu rostoenquanto as lágrimas suam pela caneca.Nela, o líquido que desfaz meu orgulhoe deixa a beleza ainda mais bela– e a tristeza ainda mais triste.Enquanto as lágrimas tornam a encher meu copo.

Sinceridade

Sinceridade

De sacana eu nada tenho.tenho sim, alguns defeitos,e dentre eles, os mais amargos:amor e respeito.Pois se dependesse de teu feito,estaria ainda em meu leitoesperando,ao menos, seu não.

café. chantili e morango (09/11/2005)

café. chantili e morango (09/11/2005)

A menina de olhos pardos fitou-me. Lá estava eu nos meus jeans de sempre, surrados de uso, já sem o elastano que o deixava tão lindo na época de sua compra, encostado no capô do carro falando besteiras com pessoas que eu acabara de conhecer ao sair do bar. Pessoas estranhas, é fato, mas com …

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13.05 (21/11/2005)

13.05 (21/11/2005)

Bati na porta, e pedi, triste, tristinho: minhas coisas, por favor? Todas foram entregues, devidamente embaladas em pacote do Mercadorama. Essas sacolas eram das que mais tinham pela casa, pois nós sempre iamos ao Mercadorama fazer compras. Era fácil: tinha sempre promoção de vinho, macarrão, alguns dias até molhos prontos. Chegava, comprava e comia. Rápido …

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doceteria (01/12/2005)

doceteria (01/12/2005)

Abri uma caixa de chocolate. Escolhi meus três prediletos e suas duplas, e escondi em baixo da cama. Não sei para que eu faço isso, se ando sozinho ultimamente, mas escondi. Escolho outros três e os como. Normalmente eles têm recheio de coco, ou nozes, ou castanha, ou amendoim. Chocolate puro não é comigo. Abro …

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A Noiva (04/12/2005)

A Noiva (04/12/2005)

Ela acordou mais um dia sozinha. Ela e seu solitário. Um dia fora noiva, em um passado remoto, numa noite de lua alta, grande, sentada ao céu como sol poente. O fim do romance é desconhecido. Mas sobrou o solitário, o único que lhe fazia companhia, como na época de Rubião. Solitária jazia noite e …

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Ela (08/12/2005)

Ela (08/12/2005)

Mais uma noite trocando mensagens no computador. Passava da meia noite, quando me despedi de quem eu não queria. Dou tchau querendo dizer venha. Mando beijos querendo colar-lhe a boca. Mas são desejos. São tolices, que tendem a passar. Dei um tchau sem sentido, pois durei 5 minutos longe. Retornei. Arregalei meus olhos e sentimentos. …

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